Portas internas
|
|
|
Deixar pra depois,
Dar tempo ao tempo...
Talvez não seja o meu alento.
Das portas que fechei,
Só escuridão encontrei.
Tentar, sonhar, reaprender a amar,
Detalhes que agora vejo a importância,
Mas que já não fazem parte da tua essência.
Já mencionei em outro poema:
"É inevitável, todos sabem,
Mais que rápido a vida passa,
Nem todos percebem!"
E agora vivo num dilema.
Não fui intenso, fui insosso.
Agora sou,
Mas a água está no pescoço.
Reabrir a porta do amor
Não é simples;
Está trancada pelo lado interno.
Se o teu medo prevalece,
Nunca se abrirá,
E o teu amor ali padece.
Como citar esta obra (ABNT)
BRENTANO, Natanael Fernando Gatti. Portas internas. In: Poemas Brasileiros, 2025. Disponível em: <https://nfgbrentano.art.br/poema/portas-internas/>. Acesso em: 23/10/2026.
O que este poema desperta?
Notas de quem passou por aqui
Silêncio... nenhum comentário ainda.